domingo, 24 de março de 2013

Câncer do Colo do Útero

A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo HPV. O câncer do colo do útero é o segundo de maior incidência na mulher, sendo o primeiro, o câncer de mama. A faixa etária de mulheres com o câncer do colo é entre 45 a 49 anos. Em 2010 houve 4.986 mortes e em 2012 houve 17.540 novos casos de doença o segundo o INCA

Alguns fatores de riscos para o desenvolvimento são:
  • Diminuição de vitamina A e C (importante para reparação de tecidos) 
  • Vários parceiros sexuais 
  • Uso de anticonceptivos orais 
  • Multiparidade 
  • Iniciação precoce da vida sexual


Sintomas e tratamento


É uma doença de desenvolvimento lento que pode cursar sem sintomas na fase inicial e evoluir para quadros de sangramento vaginal intermitente ou após relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal ssociada a queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados. 
Os tratamentos mais comuns para o Câncer do Colo do útero são a cirurgia e a radioterapia.

Prevenção e diagnostico precoce


A prevenção pode ser feita usando-se preservativos (camisinha), para evitar o contágio Pelo HPV. A detecção precoce é feita através de exame preventivo (Papanicolau). Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura são de 100%. Conforme a evolução da doença. Aparecem sintomas como sangramento vaginal, corrimento e dor.
O Ministério da Saúde orienta que as mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos. E o Ministério da Saúde anunciou a incorporação ao Sistema Único de Saúde da vacina contra o papilomavírus (HPV) a partir de 2014, vírus responsável por 95% dos casos de câncer de colo do útero, capaz de infectar a pele ou as mucosas.




Para mais informações sobre o câncer do colo do útero entre em: http://www2.inca.gov.br

E para conhecer o Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero entre em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site+/home/nobrasil/programa_nacional_controle_cancer_colo_utero/

terça-feira, 5 de março de 2013

Esperança - Sobre a Morte Morrer

Resumo do Capítulo VIII. Esperança, do Livro "Sobre a Morte e o Morrer" de Elisabeth Kübler-Ross

Até aqui, discutimos os diferentes estágios por que as pessoas passam ao se depararem com noticias trágicas: mecanismos de defesa e luta para enfrentar situações extremamente difíceis. Tais estágios terão duração variável, um substituirá o outro ou se encontraram lado a lado. A única coisa que geralmente persiste, em todos os estágios, é a esperança. 

Ouvindo pacientes em fase terminal, até mesmo os mais conformados, realistas, deixavam aberta a possibilidade de alguma cura, que fosse descoberto um novo tratamento ou êxito num projeto recente de pesquisa. 

A esperança é a sensação de que tudo deve ter algum sentido. De que tudo não passe de um pesadelo, que o doente acorde uma manhã e médicos estão prontos para tentar um novo tratamento que parece promissor e que vão testar nele; que talvez seja o paciente escolhido, como o paciente do primeiro transplante de coração, que deve ter se sentido como sendo escolhido para desempenhar um papel especial na vida. Isto proporciona ao paciente em fase terminal um ânimo, e faz com que se submetam a exames e mais exames. Sensação que serve de conforto em situações difíceis. Quando o paciente não da mais esperança, geralmente é prenuncio de morte eminente. 

Os conflitos relacionados com a esperança são: a substituição da esperança pela desesperança, tanto por parte hospitalar, quanto por parte da família, quando a esperança é fundamental para o doente. E também a angustia provinda da incapacidade da família de aceitar o estagio final de um paciente. Agarram-se a esperança com unhas e dentes quando o paciente já se preparava para morrer, mas sente que a família não é capaz de aceitar esse fato. 

Não se deve desistir de nenhum paciente, esteja ou não em fase terminal. Quem esta fora do alcance de ajuda medica merece maiores cuidados do que aqueles que ainda podem esperar. Desistir de um paciente pode fazer com que ele se entregue e qualquer ajuda posterior poderia chegar tarde demais, não encontrando o paciente em condições ou espírito para “tentar mais uma vez”. 

Muito ajudaria se as pessoas conversassem sobre a morte e o morrer, naturalmente como não temem falar quando alguém espera um bebê. Prejudicamos mais evitando tocar no assunto do que aproveitando e encontrando tempo para ouvir e compartilhar. Caso o paciente saiba que encontraremos um tempo disponível quando ele sentir vontade de falar, constataremos que a maioria realmente quer dividir suas preocupações, reagindo com alivio e uma esperança maior. 

Se como profissionais pudermos ajudar o paciente e sua família a encontrarem sintonia com suas necessidades e chegarem a uma aceitação, evitaremos muita agonia e sofrimentos desnecessários. 

A entrevista do Sr. J. constitui um exemplo do estagio de raiva e revela o fenômeno da esperança presente de modo disfarçado. O Sr. J. foi hospitalizado com mycosis fungoides, doença maligna da pele. 

O Sr. J., a quem vinte anos de doença e sofrimento haviam o transformado numa espécie de filosofo, apresenta muitos sinais de ira disfarçados. O que está querendo dizer na entrevista é: “Tenho sido tão bom, por que eu?”. Descreve como era forte nos tempos de juventude, como cuidava da família, como trabalhava e nunca deixara tentar pelos maus elementos. Depois de tanto esforço, com os filhos crescidos, esperava dispor de alguns anos para viajar e tirar férias. Agora, gasta suas energias contra o desconforto e a dor. Reexamina essa luta e vai eliminando, ponto a ponto, os pensamentos que lhe passam a mente (o suicídio, uma aposentadoria compensadora). Seu campo de possibilidades diminui a medida que a doença progride, suas expectativas e exigências se tornam menores e, finalmente, aceita o fato de viver entre uma recuperação e outra. Sr. J. manteve viva a esperança de cura até o ultimo dia.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Queimaduras

DEFINIÇÃO 

Queimaduras são lesões da pele, provocadas pelo calor, radiação, produtos químicos ou certos animais e vegetais, que causam dores fortes e podem levar a infecções. 

CONCEITOS E INFORMAÇÕES 

O fogo é o principal agente das queimaduras, embora as produzidas pela eletricidade sejam, de todas, as mais mutilantes, resultando com frequência na perda funcional e mesmo anatômica de segmentos do corpo, principalmente dos membros. 

A exposição ao sol, comum entre lavradores e pescadores, pode provocar a urticária solar, (edema localizado, acompanhado de coceira, que pode preceder a lesão da pele) considerada uma doença do trabalho pela Médica Paulista Carmen Leal (*), da Unicamp. 

De um modo geral, para cada 100 doentes queimados, três morrem em decorrência das queimaduras. 

Estas lesões são muito importantes para o agricultor, que passa o dia todo sob o sol e tem o mau hábito de praticar a "queimada" para limpar o terreno e para colher a cana-de-açúcar. 

A dor na queimadura é resultante do contato dos filetes nervosos com o ar. Para aliviar a dor da queimadura, pode-se cobrir o local com vaselina esterilizada. Contudo, via de regra, não se cobre queimadura , principalmente se ocorrer no rosto, nas mãos e nos órgãos genitais, para evitar aderências. Há experiências hospitalares bem sucedidas, no Brasil, de cobrir a queimadura com tiras ou mantas de pele de rã, embebida em solução antibiótica. 

As manifestações locais mais importantes nas queimaduras são: 
  • não eliminação de toxinas (não há suor) 
  • formação de substâncias tóxicas 
  • dor intensa que pode levar ao choque 
  • perda de líquidos corporais 
  • destruição de tecidos
  • infecção. 

Entretanto, a consequência mais grave das queimaduras é a porcentagem da área do corpo atingida. Quando esta é menos de 15%, diz-se que o acidentado é, simplesmente, portador de queimaduras. Entretanto, quando a percentagem da pele queimada ultrapassa os 15% (cerca de 15 palmos), pode-se considerá-lo como grande queimado. Ao atingir mais de 40% da superfície do corpo, pode provocar a morte. Acima de 70%, as chances de sobreviver são mínimas! 


CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS 

As queimaduras podem ser classificadas quanto ao: 
  • Agente causador 
  • Profundidade ou grau 
  • Extensão ou severidade 
  • Localização
  • Período evolutivo. 

AGENTES CAUSADORES (TIPOS) DE QUEIMADURAS 

Físicos: temperatura: vapor, objetos aquecidos, água quente, chama, etc. 
Eletricidade: corrente elétrica, raio, etc. 
Radiação: sol, aparelhos de raios X, raios ultra-violetas, nucleares, etc. 
Químicos: produtos químicos: ácidos, bases, álcool, gasolina, etc. 
Biológicos: animais: lagarta-de-fogo, água-viva, medusa, etc. 
Vegetais: o látex de certas plantas, urtiga, etc. 

PROFUNDIDADE OU GRAU DA QUEIMADURA 

1o. grau , da pele, ou superficial: só atinge a epiderme ou a pele (causa vermelhidão). 

2o. grau , da derme, ou superficial: atinge toda a epiderme e parte da derme (forma bolhas). 

3o. grau , da pele e da gordura, ou profunda: atinge toda a epiderme, a derme e outros tecidos mais profundos, podendo chegar até os ossos. Surge a cor preta, devido a carbonização dos tecidos. 



EXTENSÃO OU SEVERIDADE DA QUEIMADURA 

O importante na queimadura não é o seu tipo e nem o seu grau, mas sim a extensão da pele queimada, ou seja, a área corporal atingida. 
Baixa: menos de 15% da superfície corporal atingida 
Média: entre 15 e menos de 40% da pele coberta e 
Alta: mais de 40% do corpo queimado. 

Uma regra prática para avaliar a extensão das queimaduras pequenas ou localizadas, é compará-las com a superfície da palma da mão do acidentado, que corresponde, aproximadamente a 1% da superfície corporal. 


CUIDADOS DISPENSADOS AOS QUEIMADOS 

Como proceder: 

1 - Retirar a vítima do contato com a causa da queimadura: 

a) lavando a área queimada com bastante água, no caso de agentes químicos; retirar a roupa do acidentado, se ela ainda contiver parte da substância que causou a queimadura; 

b) apagando o fogo, se for o caso, com extintor (apropriado), abafando-o com um cobertor ou simplesmente rolando o acidentado no chão; 

2 - Verificar se a respiração, o batimento cardíaco e o nível de consciência do acidentado estão normais. 

3 - Para aliviar a dor e prevenir infecção no local da queimadura: 

a) mergulhar a área afetada em água limpa ou em água corrente, até aliviar a dor. Não romper as bolhas e nem retirar as roupas queimadas que estiverem aderidas à pele. Se as bolhas estiverem rompidas, não colocá-las em contato com a água. 

b) não aplicar pomadas, líquidos, cremes e outras substâncias sobre a queimadura. Elas podem complicar o tratamento e necessitam de indicação médica. 

4 - Se a pessoa estiver consciente e sentir sede, deve ser-lhe dada toda água que deseja beber, porém, lentamente e com cuidado. 

5 - Encaminhar logo que possível a vítima ao Posto de Saúde ou ao Hospital, para avaliação e tratamento. 

Outros cuidados: 

a) Não dê água a pacientes com mais de 20% do corpo queimado;
b) Não coloque gelo sobre a queimadura;
c) Não dê qualquer medicamento intramuscular, subcutânea ou pela boca sem consultar um Médico, exceto em caso de emergência cardíaca;
d) Não jogar água em queimaduras provocadas por pós químicos; recomenda-se cal e escovação da pele e da roupa.
e) Deve-se providenciar o transporte imediato do acidentado, quando a área do corpo queimada for estimada entre 60 e 80%.
f) Além da percentagem da área corporal atingida, a gravidade das queimaduras é maior nos menores de 5 anos e maiores de 60. 

INSOLAÇÃO E INTERMAÇÃO 

A insolação --- síndrome causada pela ação direta dos raios solares sobre o corpo humano, principalmente quando o mesmo se apresenta com a cabeça desprotegida --- manifesta-se pelo aparecimento de irritabilidade, cefaleia intensa, vertigens. transtornos visuais, zumbidos e mesmo colapso e coma. 

A intermação está mais na dependência de alterações na termorregulação do organismo sob a ação do calor: independente da atuação direta dos raios solares. Suas manifestações iniciais são: vermelhidão da face, cefalalgia, náuseas, mal estar e sede intensa, seguindo-se vertigens, sensação angustiosa e vômitos, até que o doente cai desfalecido, com a face cianótica. 

QUEIMADURAS SOLARES

Ocorrem principalmente em indivíduos de cor branca, predispostos, ou não habituados ao sol, que trabalham em atividades a céu aberto (como agricultores e pescadores), ou frequentam praias sob sol forte. 

As queimaduras provocadas pelo sol, embora comumente extensas, são quase sempre superficiais (de 1o. grau). A pele fica vermelha, doida e irritada. 

É comum associar-se às queimaduras solares certo grau de insolação, a qual, em determinadas situações, apresenta gravidade maior do que a própria queimadura. 

Como tratamento local, dá-se preferência à exposição e aplicação de óleos inertes, associados ou não a anti-histamínicos , que aliviam rapidamente a dor. 




terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

VITILIGO

O que é?

É uma doença caracterizada pela despigmentação da pele, formando manchas acrômicas de bordas bem delimitadas e crescimento centrífugo. Também é possível que haja despigmentação do cabelo. É freqüente em 1% da população e, em 30% dos casos, há ocorrência familiar. O diagnóstico em doentes com patologias oculares é significantemente maior que na população em geral. Eventualmente, o vitiligo surge após traumas ou queimaduras solares.

Como se adquire? 

A causa não está esclarecida, mas há três teorias para explicar a destruição dos melanócitos:

Teoria Imunológica:

Admite que o vitiligo é uma doença auto-imune pela formação de anticorpos antimelanócitos. É associada a doenças imunológicas, tais como diabetes, anemia perniciosa, lúpus, esclerose, síndrome de Down, tireoidite de Hashimoto, entre outras.

Teoria Cititóxica:

É possível que os metabólitos intermediários - dopaquinona e indóis - formados durante a síntese da melanina, possam destruir as células melanocíticas.
Teoria Neural:

Um mediador neuroquímico causaria destruição de melanócitos ou inibiria a produção de melanina..

O que se sente?

Não há descrição de sintomas. A maioria dos pacientes procura o médico pelo transtorno estético que a doença ocasiona, embora há quem consulte em virtude das queimaduras solares nas áreas manifestadas.

No início surgem manchas hipocrômicas, depois acrômicas de limites nítidos, geralmente com bordas hiperpigmentadas, com forma e extensão variáveis. Há tendência à distribuição simétrica. As áreas mais comumente afetadas são: punhos, dorso das mãos, dedos, axilas, pescoço, genitália, ao redor da boca, olhos, cotovelos, joelhos, virilha e antebraços. É raro acometer nas palmas das mãos e plantas dos pés.

O vitiligo comumente trás disfunção emocional, tornando necessário o tratamento psicológico.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico, em geral, não apresenta dificuldades. O exame do paciente com lâmpada de Wood pode ser de grande utilidade para detectar manchas iniciais. A biopsia (exame de pele) dificilmente é necessária para o diagnóstico diferencial.

A evolução do vitiligo é imprevisível, não havendo critério clínico ou laboratorial que oriente a prognose. A repigmentação espontânea não é rara.

Como se trata?

Para o vitiligo universal, com poucas áreas de pele normal (superior a 50% da superfície cutânea), pode ser proposta a despigmentação das áreas restantes de pele normal. Para pacientes com lesões pequenas, em número reduzido e nas fases iniciais da doença, pode ser proposto tratamento tópico. Nas crianças o resultado costuma ser favorável.

Em áreas crômicas localizadas, estando o quadro evolutivo estacionado, têm sido feito minienxertos com resultados estéticos relativamente satisfatórios. A ingestão de alimentos com carotenos ou administração de betacarotenos origina uma cor amarelada na pele, que tem alguma ação protetora e efeito cosmético.

O uso de filtro solar adequado na pele despigmentada é fundamental para proteger de queimaduras e do dano solar a longo prazo. As lesões de vitiligo queimam-se facilmente e as margens pigmentam-se, tornando maior o contraste. Além disso, a queimadura solar pode aumentar ou desencadear novas lesões.

Outro método terapêutico eficaz no vitiligo é a fotoquimioterapia, que é o emprego sistêmico ou tópico de substâncias fotossensibilizantes, seguidas da exposição à radiação ultravioleta. A modalidade mais conhecida e estudada é o método PUVA (P= psoraleno, substância química fotossensibilizante, e UVA = ultravioleta).

Como se previne?

Não existe método de prevenção para a doença ou para sua progressão.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Acidentes com crianças


Os acidentes na infância são muito comuns. E a própria casa um dos locais mais perigosos para as crianças porque, na descoberta do seu mundo, colocam a mão a tudo. A curiosidade pode ser fatal, se os pais não estiverem atentos. O melhor é prevenir e tornar o lar num espaço seguro. 

Durante os primeiros três anos de vida, a criança tem um sentido de perigo e de auto preservação muito reduzido, assim, a sua segurança depende totalmente dos adultos. Até essa idade, a criança não tem noção dos seus limites nem das consequências dos seus atos. Desde o momento em que começa a engatinhar, todos os objetos despertam a sua curiosidade. 

A casa é o seu mundo, um mundo muito apelativo, cheio de tomadas, panelas, fogões, móveis, janelas e portas. Um mundo, repleto de perigos, mas também, um mundo a descobrir pela curiosidade infantil. Prevenir é então a palavra de ordem, o que, passa por explicar à criança quais os riscos, ensinando-a a proteger-se de situações de perigo.

Impõe-se, assim, a adoção de gestos simples e fáceis de aplicar, mas que não devem ser negligenciados sob pena de comprometerem a integridade física e mesmo a vida da criança.

Vejamos, então, quais os principais riscos que uma criança corre no seu próprio ambiente e de que modo é possível evitá-los: 

Afogamento 

- Não deixe a criança só na banheira, pois alguns segundos bastam para que ela se afogue; 
- Ensine a criança a boiar e a nadar o mais cedo possível; 
- Nunca a deixe desacompanhada na água da praia, por mais rasa que seja; 
- Na praia ou na piscina, coloque sempre braçadeiras ou boias na criança; 
- Os bebês mais pequenos nunca devem ser deixados sós perto de banheiras, piscinas ou espelhos de água, pois o fato de se movimentarem mal não impede que caiam. 

Queimaduras 

- Verifique sempre a temperatura do banho; 
- Não manuseie líquidos quentes com a criança ao colo; 
- Mantenha líquidos e alimentos quentes fora do alcance da criança; 
- Não deixe os cabos das panelas do lado de fora do fogão, pois a criança pode puxá-los e derramar o conteúdo sobre si própria; 
- Evite deixar a criança sozinha na cozinha, especialmente se estiver a cozinhar, e redobre a atenção sobre o forno; 
- Atenção à toalha de mesa: a criança pode puxá-la e a loça e os alimentos podem cair sobre ela, magoando-a; - Mantenha fósforos e cigarros fora do alcance da criança; 
- Não deixe o ferro de engomar por perto: se estiver quente, pode queimar a criança. Não deixe o fio pendurado, pois a criança pode puxá-lo e o ferro tombar, causando uma fratura; 
- Cuidado com as lesões solares: evite a exposição ao sol entre as 12 e as 16, aplique sempre protetor solar; 
- Ensine-lhe como lidar com o lume, alertando-a para os perigos. 
Queda 
- Com um bebê, mesmo que seja recém-nascido, o berço é o primeiro local a proteger. Assim, use grades e verifique se o espaço entre cada barra impede que o bebê passe; 
- Nunca deixe o bebê só no local de trocar a fralda, quer seja a cama dos pais, quer seja um móvel próprio, pois ele pode rolar e cair; 
- Proteja as janelas com grades ou telas próprias; 
- Evite móveis perto das janelas, pois a criança pode subi-los e cair; 
- Coloque barreiras nos acessos às escadas; 
- Use tapetes anti-derrapantes. 

Asfixia e ingestão de medicamentos e produtos tóxicos

- Evite dar alimentos muito duros à criança, pois ela pode engasgar-se, dê-lhe comida em pedaços pequenos; 
- Evite que a criança brinque com sacos de plástico e com balões; 
 - Cuidado com objetos pequenos, como botões e moedas: a criança pode engoli-los; 
- Quando o bebê estiver a dormir, retire a corrente da chucha, pois, devido aos movimentos do sono, pode enrolar-se e causar asfixia;
- Evite colchões e almofadas muito fofos, pois podem asfixiar a criança; 
- Pelo menos até aos seis meses, não deixe o bebê dormir de barriga para baixo. 
Intoxicação 
- Coloque medicamentos e produtos de limpeza fora do alcance da criança de preferência, em armários altos e com fecho;
- Evite ter em casa inseticidas, venenos e outros produtos químicos, pois a criança pode ingeri-los;
- Xampus, cremes e outros cosméticos também não devem estar acessíveis aos mais pequenos;
-Nunca armazene produtos de limpeza em recipientes de água mineral ou refrigerantes pois, a criança, pode ingerir esses produtos por engano.
- Se a criança ingerir produtos tóxicos, ligue imediatamente para o Centro de informações Antivenenos: 808 250 143

Choque Elétrico 

- Desligue aparelhos elétricos que não estejam a ser utilizados; 
- Ensine a criança a não mexer nas tomadas, sobretudo com as mãos molhadas; 
- Cuidado com fios elétricos soltos. 
-Coloque protetores nas tomadas; 



Objetos Pontiagudos

- Proteja os cantos dos móveis; 
- Guarde facas, tesouras e agulhas longe da criança; 
- Se usar fraldas de pano, utilize apenas alfinetes com fecho de segurança; 
- Quando a criança começar a usar tesoura, dê-lhe apenas um modelo com pontas arredondadas. 




Estes são os principais riscos que a criança corre em casa e nos ambientes que frequenta habitualmente. 
Riscos inerentes ao fato de a criança querer manipular tudo o que vê e de, pelo menos até aos cinco, seis anos, não saber avaliar os perigos. 

Os acidentes domésticos são causa frequente de lesões graves e até irreversíveis, causa de invalidez e mesmo de morte na infância. Sofrimento que é possível evitar tomando precauções. São gestos simples, mas salvam vidas.

Na estrada, todo o cuidado é pouco! De fato assim é. Os acidentes de viação contribuem em boa parte para as estatísticas da mortalidade infantil. Quer os atropelamentos, quer quando são transportadas de carro, muitas vezes no dos próprios pais. 

É possível prevenir ambos os riscos. Desde logo, ensinando a criança a ser peão, ou seja a andar na rua, ensinando-a que só deve atravessar na faixa de pedestre, olhando para ambos os lados e sem correr, sempre de mãos dadas com o adulto. Explique-lhe que não deve andar de skate, patins e bicicleta em vias movimentadas, devendo procurar parques e jardins. E mesmo brincadeiras no passeio devem ser vigiadas, pois facilmente uma criança corre atrás de uma bola e atravessa a rua inesperadamente, sem olhar. 

A segurança passa também pelo carro de família. Desde bebê que deve ser usado um assento próprio. Primeiro, uma cadeirinha, que vai evoluindo com a idade, até ser apenas um banco ligeiramente elevado e que se prende com o cinto de segurança do próprio veículo. Neste caso, a criança deve sentar-se sempre no banco de trás. Conheça mais sobre as cadeirinhas de carro em: http://brasil.babycenter.com

Armas de fogo: em casa não! Os acidentes com armas de fogo envolvendo crianças são mais comuns do que se poderia pensar atendendo a que o porte de arma está sujeito a regras específicas. Contudo, nos meios rurais é usual a posse de espingardas e caçadeiras, sobretudo por caçadores. Muitas vezes guardadas em lugares a que as crianças têm fácil acesso. A curiosidade infantil faz o resto. E os acidentes acontecem, muitas vezes vitimando um irmão ou um amigo. O risco é grande. O ideal é não ter armar em casa, mas se não houver alternativa, há que guardar arma e munições em lugares separados e bem trancados e conversar com as crianças sobre os perigos do uso de armas. 

Fontes:
Artigo da revista Farmácia Saúde do número 67 de Abril de 2002